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Resenha: A Sete Chaves

Queridos leitores,


Terminei mais um suspense e que jornada intensa foi essa. A Sete Chaves, da consagrada Freida McFadden, me prendeu com suas portas trancadas, memórias fragmentadas e segredos de família que ecoam como gritos no porão.


Eu segurando o livro A Sete Chaves
Eu segurando o livro A Sete Chaves

A história acompanha Nora Nierling, uma mulher que carrega no corpo as cicatrizes de um passado inacreditável. Quando criança, descobriu por acaso que seu pai era um serial killer e isso destruiu tudo ao seu redor. A mãe não suportou, a polícia levou o pai, e Nora foi criada pelos avós.


Anos depois, ela reconstrói sua vida como dra. Davis, uma cirurgiã competente e reservada, que evita vínculos e vive entre bisturis e filmes de terror. Mas o passado tem garras afiadas e volta a se insinuar quando uma de suas pacientes morre misteriosamente do mesmo jeito que o pai dela matava: não deixava as mãos nos cadáveres.


O livro alterna entre o presente e as memórias da infância de Nora, nos conduzindo pelos labirintos emocionais de uma protagonista solitária, metódica e profundamente humana. Freida sabe manipular o suspense com maestria: planta dúvidas, semeia desconfianças e nos faz questionar até os detalhes mais banais.


Eu, como boa leitora de thrillers, tracei inúmeras teorias. Estava certa de ter descoberto tudo. Não estava. A autora vira o jogo de um jeito silencioso, elegante e fatal.


Se você também ama histórias onde o passado bate à porta e segredos transbordam pelas rachaduras da rotina, A Sete Chaves é leitura obrigatória.


Com carinho,

Renata Costa

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