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Resenha: A Vegetariana

Esse ano eu quis experimentar muitas coisas diferentes na literatura. Já contei que assinei a TAG e todo mês recebo uma caixinha surpresa em casa. Além da caixinha, resolvi fazer parte de dois grupos de leitura (spoiler: não consigo participar dos dois kkkkkk), e em um desses grupos li a Vegetariana.




Eu não tenho uma opinião formada sobre esse livro. Eu gostei, mas não tanto sabe? Comecei o livro achando uma coisa doida, logo na primeira página vejo o marido da Yeonghye falando algumas coisas absurdas dela, mas respirei fundo e continuei a leitura.

Confesso que quis desistir muitas vezes desse livro, mas existem algumas coisas que me fizeram ler: A autora é coreana e eu queria aprender um pouco sobre os coreanos, o livro ganhou prêmio Nobel de literatura em 2024 e eu fiquei curiosa sobre o rumo da história. Essas três coisas me fizeram repensar sobre o abandono da história.

O livro é curtinho, contém 176 páginas e a história é dividida em três personagens: O marido, o cunhado e a irmã da Yeonghye.  Os três pontos de vista são sobre o sentimento que cada um tem pela Yeonghye, da sua maneira. A história é sobre como ela virou vegetariana após ter tido um sonho traumático.

Yeonghye foi retratada como uma mulher normal, nem bonita e nem feia, pelo marido. Depois nós vemos que ela sofreu muito quando era criança, pelos seus pais. Um dos temas que é abordado nesse livro é justamente isso: a violência doméstica. É bem pesado, mas isso mostra a realidade de muitas mulheres.

Outro ponto que me deixou muito receosa é que a carne é muito importante na cultura deles. Isso me deixa receosa, pois a Yeonghye queria ser vegetariana, e a família não aceitou muito bem. Vemos algumas cenas bem complicadas, confesso que pulei um pouco essa violência toda. Não conseguia ler tudo certinho.

A parte boa do livro é que conhecemos alguma coisa da cultura coreana, por exemplo, sei que a carne é bem importante para eles, especialmente a carne suína. A submissão feminina também é importante, pelo menos antigamente, e vemos mais sobre isso quando a irmã da Yeonghye narra a parte dela.

Eu não gostei e gostei demais, mas acho que esse livro é bem importante para nós mulheres, assim como para os homens também. A leitura é difícil, mas é bem escrito. O final é aberto, então, não sabemos direito o que se passa, mas podemos imaginar o que quisermos.

E você, já leu esse livro? Conte qual foi a sua experiência. 

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