Seja quem você quiser ser – mas sem machucar ninguém
- Renata Costa

- 1 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Olá, queridos leitores! Como vocês estão?
Hoje, depois de uma aula inspiradora, percebi que sou uma pessoa cheia de dúvidas sobre a vida, mas com valores muito bem definidos.

Na semana passada, meu professor nos propôs um exercício baseado no Círculo Dourado, conceito criado por Simon Sinek para ajudar a definir o propósito de uma empresa. No entanto, nosso trabalho foi um pouco diferente: em vez de focar em algo profissional, precisávamos aplicá-lo à nossa própria vida.
Naquele momento, sem saber muito bem sobre o que escrever, fiz meu exercício baseado no meu trabalho com marketing. Mas hoje, o professor nos deu uma nova chance de refazê-lo, dessa vez de maneira mais pessoal. Ao colocar no papel tudo o que sinto, percebi que estava me reencontrando.
Tenho muitas coisas na vida, muitos privilégios pelos quais agradeço ao universo todos os dias. Mas, de tudo que conquistei, acredito que o maior privilégio que possuo aos 24 anos é a empatia.
Nem sempre consegui me colocar no lugar do outro, especialmente quando essa pessoa era diferente de mim. Durante a vida, ouvi de algumas pessoas que certas coisas eram "erradas", mas erradas sob qual ponto de vista? Sempre achei lindo quando alguém tem coragem de ser quem realmente é e viver de forma autêntica.
Muitas vezes, quando expresso minha opinião sobre isso, escuto perguntas do tipo: "Ah, então qualquer um pode sair por aí fazendo o que quiser, até mesmo prejudicando os outros?" E a resposta é simples: ser quem você é não prejudica ninguém. Você ser bissexual, por exemplo, não machuca ninguém. Mas alguém que agride outra pessoa por preconceito, sim. São coisas completamente diferentes.
Talvez eu pense assim porque cresci convivendo com meu tio, que é gay. Desde pequena, ouvia pessoas dizendo que ele era "diferente", mas nunca compreendi o porquê. Diferente em quê? Ele sempre foi apenas quem era, assim como qualquer pessoa deveria ter o direito de ser. Infelizmente, ainda vejo muita gente tratando a sexualidade alheia como algo "errado" ou motivo de deboche.
Mas a verdade é que não importa sua orientação sexual, identidade de gênero ou qualquer outro aspecto da sua vida, desde que você não esteja fazendo mal a ninguém.
E isso não vale apenas para esse tema, mas para a vida como um todo: viva como quiser.
Se viajar e registrar suas viagens te faz feliz, vá em frente. Se você ama baladas, aproveite! Se prefere ficar em casa lendo ou jogando videogame, faça isso sem culpa. O importante é que você não se prive de viver sua própria vida só porque alguém não concorda com suas escolhas.
No fim das contas, quem paga suas contas e vive suas dores é você, não os outros.
Por isso, precisamos de mais respeito no mundo. Você não precisa concordar com tudo, mas pode, no mínimo, respeitar a existência do outro.
Gostaria de agradecer ao meu professor, Luiz Eduardo, por me fazer refletir sobre meus valores e me inspirar a escrever este texto.
Sei que hoje saí um pouco da temática do blog, mas acredito que a escrita é uma ferramenta poderosa para inspirar e alcançar mais pessoas. E se posso deixar uma mensagem aqui, é esta: a vida é sua, viva como quiser.
Com carinho,Renata Costa 😊



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