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Resenha: A mulher do meu marido

Queridos leitores,


E se o passado batesse à sua porta, trazendo verdades que você nunca quis enxergar?Foi assim que comecei “A Mulher do Meu Marido”, uma história que mistura culpa, desejo e escolhas que ninguém deveria ter que fazer.


Foto do kindle com a capa do livro: A Mulher do Meu Marido
Foto do kindle com a capa do livro: A Mulher do Meu Marido

Lilly acabou de voltar da lua de mel quando precisa assumir um caso importante, o tipo que pode mudar sua carreira como advogada. Seu marido, Ed, nasceu em berço de ouro, mas sonha em ser pintor. O casamento deles já começa a desandar quando uma menina chamada Carla cruza o caminho do casal.


Carla é uma criança difícil, filha de uma mãe italiana que faz o possível pra sobreviver. A menina sofre na escola, rejeitada pelo sotaque e pelo jeito. É nesse cenário que ela conhece Lilly, a nova vizinha, e nasce uma amizade improvável. Aos domingos, Carla passa a ficar na casa do casal, e Ed, sem inspiração, começa a desenhar a menina.


Lilly também carrega seus próprios segredos, inclusive um que nem Ed sabe. O relacionamento deles se desgasta rápido, cheio de desconfianças e silêncios. Lilly se afunda no trabalho, tentando compensar no sucesso o que perde no amor. Até que engravida e tudo muda. Depois de um caso importante que a consome, ela descobre algo capaz de virar sua vida, e a de Carla,de cabeça pra baixo.


Anos depois, quando os caminhos das duas voltam a se cruzar, sentimentos antigos ressurgem. A raiva, a culpa e a dor voltam com força, e ninguém sai ileso.


Quando baixei esse livro no Kindle, achei que seria uma história sombria, talvez até macabra, mas não é bem assim. Ainda assim, gostei bastante da proposta, mesmo achando algumas situações bem nojentas. Nenhum personagem me conquistou. São todos meio perdidos, meio tolos. Dá vontade de gritar: “conversem, pelo amor de Deus!”. Se tivessem feito isso, metade dos problemas teria se resolvido, e talvez o livro fosse mais curto.


“A Mulher do Meu Marido” não é uma leitura confortável, mas é daquelas que te prendem pelo desconforto. É confusa, provocante e cheia de gente quebrada tentando consertar o que nunca foi inteiro.


Com carinho,

Renata Costa.

 

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