Resenha: Era Uma Vez um Coração Partido
- Renata Costa

- 15 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Queridos leitores,
Se tem uma coisa que 2024 me deu foi um surto coletivo chamado romantasia — sim, romance com fantasia, e eu tô simplesmente obcecada. Não sei se esse gênero existe oficialmente, ou se é só coisa da nossa cabeça, mas já aceitei que é meu novo vício literário.

E foi exatamente nesse clima que, no dia 14 de dezembro (sim, eu lembro a data porque sou dessas), comecei a ler Era Uma Vez um Coração Partido. A internet inteira estava falando do livro e, obviamente, eu não ia ficar de fora.
A leitura foi como um feitiço: leve, rápida, envolvente... quase como se eu tivesse sido puxada pra dentro do livro. A escrita da autora é tão fluida e sensorial que eu mal percebi as páginas passando. Mas o que me prendeu mesmo foi ele: Jacks. O problema. O colapso emocional com casaco azul e olhar letal.
Jacks é um arcano de copas — um ser imortal que mata qualquer mulher com um beijo, exceto a sua amada. Sério. Parece conto de fadas dark, e é mesmo. E é por isso que a história da Evangeline começa a desandar. Ela é uma garota romântica, que acredita piamente em finais felizes, mora com a madrasta (alerta Cinderela!) e tem cabelo rosa — o que já me ganhou logo de cara.
Tudo parecia perfeito... até que seu grande amor, Luc, resolve casar. Só que não com ela. Com a meio-irmã. Eu surtaria? Sim. Ela surtou? Também. E foi aí que, na maior impulsividade digna de protagonista, ela vai pedir ajuda ao próprio Jacks. Spoiler sem ser spoiler: ela devia ter lido as letras miúdas do contrato mágico.
Esse livro mexeu comigo. É doce, sombrio, apaixonante, estranho. Dei 5 estrelas e tô pronta pra vender minha alma pra ler o segundo volume. Se você ama caos romântico com pitadas de magia e um anti-herói que te deixa querendo terapia e beijo ao mesmo tempo — corre.
Com amor,
Renata Costa



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