Resenha: Em outra vida, talvez?
- Renata Costa

- 26 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Queridos leitores,
Esse foi o meu segundo contato com a escrita de Taylor Jenkins Reid, e posso dizer que encontrei exatamente o que procurava: um livro capaz de me fazer repensar a própria existência. Devorei suas páginas em apenas um dia, entre viagens de ônibus, intervalos de almoço e qualquer minuto livre que consegui roubar.

Sempre acreditei que, a cada decisão, nasce uma realidade paralela construída pelo caminho que deixamos de escolher. Em outra vida, talvez? explora justamente essa ideia: como uma escolha aparentemente simples pode redefinir destinos inteiros.
A trama acompanha Hannah Martin, de 29 anos, uma jovem que já morou em diversas cidades, mas nunca se sentiu verdadeiramente em casa. Após descobrir que o homem com quem se envolvia era casado, ela decide retornar a Los Angeles em busca de um recomeço. Seus pais moram em Londres e, sem família por perto, Hannah é acolhida por sua melhor amiga, Gabby. Essa amizade é o pilar da sua vida, uma relação tão sólida que ultrapassa os laços de sangue.
Para celebrar o retorno, Gabby organiza um reencontro com antigos colegas de escola. No fim da noite, Hannah precisa tomar uma decisão: voltar com Gabby e seu marido ou permanecer com Ethan, seu primeiro amor. É nesse instante que a narrativa se divide em dois caminhos paralelos, revelando como cada escolha molda não apenas sua vida, mas também a de todos ao redor.
A estrutura do livro alterna capítulos entre as duas realidades, mostrando as consequências de cada decisão. Essa construção prende o leitor, pois é impossível não se perguntar: e se eu tivesse escolhido diferente?
O enredo não se limita ao romance. Ele trata de amizade, arrependimentos, destino e das muitas formas de amor. Para mim, o vínculo entre Hannah e Gabby foi o ponto mais comovente. É a prova de que o amor verdadeiro não se restringe ao romântico; ele também floresce na amizade leal, naquela presença constante que nos acolhe e fortalece.
Durante a leitura, percebi como nossas escolhas, mesmo as aparentemente banais, como ir ou ficar, podem alterar profundamente o curso da vida. Podemos escapar de dores, mas também perder instantes de felicidade. Esse dilema universal é o coração da narrativa e, talvez, a razão pela qual o livro ressoa tão intensamente.
No fim, o que realmente fica é a reflexão: não existe escolha perfeita. Há apenas a decisão que fazemos com base no que sentimos no momento. Às vezes, aquilo que parece certo pode se revelar desastroso, e aquilo que parecia errado pode abrir portas inesperadas.
Indico Em outra vida, talvez? a quem acredita no poder transformador das decisões, mas também a quem duvida disso. A leitura mostra que, independentemente do rumo tomado, sempre haverá algo a aprender e alguém disposto a caminhar ao nosso lado.
Obrigada por me acompanharem até aqui. Agora quero saber: qual livro já fez você virar a noite sem conseguir parar de ler?
Com carinho,
Renata Costa


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